quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A VAIDADE


A vaidade (chamada também de orgulho ou soberba) é o desejo de atrair a admiração das outras pessoas. Uma pessoa vaidosa cria uma imagem pessoal para transmitir aos outros, com o objetivo de ser admirada. Mostra com extravagância seus pontos positivos e esconde seus pontos negativos.

A vaidade é mais utilizada também hoje para estética, visual e aparência da própria pessoa. A imagem de uma pessoa vaidosa estará geralmente em frente a um espelho, a exemplo de Narciso.

Uma pessoa vaidosa pode ser gananciosa, por querer obter algo valioso, mas é só para causar inveja aos outros.

O que pelas lentes de alguns é asseio, glamour, fantasia, amor ao belo ou elevação da auto-estima, pelas lentes de outros pode ser (ou parecer) vaidade.

Nos Ensaios de Montaigne há um capítulo sobre vaidade. Um escritor brasileiro, Flávio Gikovate, tem se dedicado a analisar a influência da vaidade na vida das pessoas e seus impactos na sociedade.

A vaidade é considerada o mais grave dos pecados capitais.

É as expectativas que as pessoas venham preencher as nossas necessidades. É também querer parecer alguma coisa, para ter uma resposta positiva dos outros.

Uma pessoa vaidosa costuma se orientar por opiniões alheias. Porém, esse tipo de "vaidade" ainda é muito pouco conhecido.

Fonte: Wikipédia.


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Governo apresenta proposta aos peritos do INSS e reconhece a FENAM como entidade legítima de representação dos médicos brasileiros


Cid Carvalhaes levará as propostas do ministro Carlos Eduardo Gabas e do presidente do INSS, Valdir Moysés, aos médicos de todo o país através dos sindicatos da categoria.

O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, se reuniu nesta terça-feira, 17/08, com o presidente da FENAM, Cid Carvalhaes, para discutir propostas que possam levar os médicos peritos do INSS, em greve desde 22 de junho, a retornarem ao trabalho.

Além de discutir propostas sobre jornada de trabalho, alternativas para que os dias parados não sejam descontados e uma agenda que possa colocar em dia as 400 mil perícias que deixam de ser realizadas no período de paralisação, o ministro da Previdência declarou a impossibilidade de negociação das reivindicações da categoria com outros segmentos, reconhecendo a FENAM como legítima representante dos médicos brasileiros.

Em entrevista à TV FENAM e outros veículos de comunicação, Carlos Eduardo Gabas e Cid Carvalhaes falam sobre o assunto.

A FENAM levará as propostas do governo aos sindicatos médicos de todo o país, para que as entidades convoquem a categoria a participar de assembleias estaduais, a fim de analisar o que o governo propõe. O presidente do INSS, Valdir Moysés, participou da reunião.

Pela FENAM, também estavam presentes o secretário geral, Mario Antonio Ferrari, e o secretário de Assuntos Jurídicos, Antônio José Francisco Pereira dos Santos.

Fonte : Denise Teixeira/FENAM

CFM desiste de restringir viagens de médicos pagas por laboratórios


Roberto D' Ávila, presidente do conselho, pretende evitar abusos "na base do convencimento, da argumentação".

O Conselho Federal de Medicina (CFM) desistiu de fazer uma resolução para restringir a ida de médicos a eventos científicos com o patrocínio da indústria farmacêutica. A regulação específica do tema poderia gerar punições, entre elas até a cassação do médico que a desrespeitasse. Um eventual acordo com a indústria farmacêutica também foi protelado para mais discussões.

"Não queremos resolução proibindo. Seria difícil fiscalizar. Queremos agir na base do convencimento, da argumentação", afirmou o presidente do CFM, Roberto D´Ávila.

No fim de junho, ao anunciar a promessa, D´Ávila disse a um jornal que a restrição, especialmente para viagens de médicos que não vão apresentar trabalhos científicos, era um caminho sem volta. Afirmou ainda que, se não ocorresse acordo com a indústria, a medida seria feita via resolução e prometeu apresentar a proposta no dia 16 de julho.

A ideia, afirma agora o presidente do CFM, é buscar um "termo de ajustamento de conduta" com a indústria para evitar situações como a viagem patrocinada de profissionais que não apresentam trabalhos científico nos eventos. Os médicos, no entanto, não poderão ser punidos com base nesse termo.

Segundo a reportagem apurou, houve forte reação de médicos, especialmente da Associação Médica Brasileira (AMB), e da indústria promotora de eventos. Mesmo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) - que tentou recentemente disciplinar a relação entre laboratórios e médicos - tem se manifestado reservadamente contra a medida, por considerar que ela limita as possibilidades de atualização científica.

O presidente da AMB, José Luiz Gomes do Amaral, passou a divulgar as regras já existentes da Associação Médica Mundial para os congressos médicos, que permite as viagens patrocinadas para fins científicos, sem diferenciar palestrantes e ouvintes, mas veta patrocínios em dinheiro vivo e a extensão de benefícios a parentes.

Adiamento. A definição do eventual acordo ou ajustamento de conduta foi protelada. Segundo D´Ávila, foi criada uma comissão com nomes do CFM, da indústria farmacêutica, do Conselho Federal de Farmácia e da Anvisa para discutir o tema. "A ideia é, depois de poucas reuniões, termos um protocolo e anunciá-lo solenemente", prometeu o presidente do conselho.

Antônio Britto, presidente da Interfarma, associação que reúne os grandes laboratórios farmacêuticos multinacionais, compareceu ao CFM em 16 de julho para falar da proposta. "Aparentemente está todo mundo convencido da impossibilidade da proibição de que o médico fale com a indústria. A troca de informações é importante para ambos", disse sobre o encontro.

"Outra convicção é de que os congressos ficariam inviabilizados sem o patrocínio. A questão é como ele pode se dar", afirmou o dirigente, que apresentou o código de conduta das indústrias. Segundo destacou Britto, o próprio código da indústria, que é de 2008, já diz que os patrocínios só podem ser para viagens de cunho científico e não pode haver apoio para as viagens de parentes e amigos.

Já houve punições a empresas farmacêuticas que desrespeitaram o código de ética.


PARA LEMBRAR

Falta de ética já motivou punição

Pelo menos duas grandes empresas farmacêuticas multinacionais já descumpriram desde 2008 seu próprio código de conduta no Brasil, infringindo regras para o patrocínio a eventos científicos. Os dados são da própria Interfarma.

Segundo o advogado Ronaldo Pires, em um dos casos o material científico estava inadequado. Em outro, houve "supervalorização da parte turística do evento". Uma recebeu advertência, divulgada para as outras empresas, e a segunda, multa de R$ 5,5 mil.

Fonte: Estadão


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Plenária avalia aplicação do modelo de pagamento sob performance


A Sessão Plenária do Conselho Federal de Medicina (CFM) analisou, nesta terça-feira (10), em Brasília, a nova forma de remuneração de médicos e hospitais aplicada por algumas operadoras de saúde: o pagamento por desempenho, Programas de Remuneração por Performance (Pay-for-Performance – P4P).

Para ter maiores informações sobre o Programa, a entidade recebeu o presidente e o diretor comercial da Unimed Brasil, Eudes Aquino e Paulo Borém, respectivamente.

A proposta foi amplamente discutida entre os conselheiros. Entretanto, o CFM continuará estudando o modelo, pois está preocupado com seus aspectos éticos.

Fonte: CFM

domingo, 15 de agosto de 2010

Esclarecimentos da ANMP: ANMP versus INSS + FENAM


Diante das últimas notas divulgadas na imprensa, e via site, pela FENAM (Federação Nacional dos Médicos), em relação à sua suposta “intermediação” da greve dos peritos médicos previdenciários, a Diretoria da ANMP vem a público mais uma vez prestar os devidos esclarecimentos.

Os peritos médicos previdenciários tentavam, desde 2002, organizarem-se como uma carreira, quando nesta época foi criada a primeira Associação de Médicos Peritos do Ministério da Previdência Social, com o apoio do Sindicato dos Médicos da Bahia, na figura do Dr. Alfredo Boasorte Jr., do Sindicado dos Médicos do Rio, na pessoa do seu presidente, Jorge Darze, do Sindicado dos Médicos de Minas Gerais, na figura do seu presidente, Edílson Corrêa de Moura e da FENAM, na figura do seu então presidente Eder Murari.

Em momento algum a atual ANMP, nascida em 2003, e hoje única representante legal da perícia médica previdenciária negou a importância do apoio recebido todos estes anos por parte da FENAN.

Ao contrário, sempre no reconhecimento desta importância em junho deste ano procuramos o CFM (Conselho Federal de Medicina), a FENAM, todos os sindicatos dos médicos estaduais e conselhos regionais de medicina para dar-lhes ciência de nosso movimento grevista, quais as nossas reivindicações e pedir apoio à nossa causa.

Ressaltamos que pedir apoio não significa pedir a mediação, a intermediação e muito menos a intervenção destas entidades. Ao compreender o apelo da perícia, o Conselho Federal de Medicina aprovou em sua plenária, uma moção garantindo a legitimidade e a postura ética de nossa greve. Manifestações de apoio vieram de vários sindicatos dos médicos espalhados pelo país, bem como de muitos Conselhos Regionais de Medicina. Várias foram as entidades que fizeram publicar seu apoio à greve e à luta da perícia por condições dignas de trabalho, em vários veículos da mídia.

A moção aprovada pela FENAM durante o XII ENEM foi um dos fatos mais relevantes e importantes politicamente apresentados em apoio à nossa greve. Vale ressaltar que a moção foi proposta pelos peritos médicos previdenciários que participaram do importante evento. Na verdade esta manifestação era o apoio esperado da categoria, por parte da FENAM.

Muito surpreendente, reafirmamos, foi a decisão unilateral do presidente da Federação, Cid Carvalhaes, de anunciar que estaria “assumindo as negociações” da perícia com o governo. Não foi este o pedido de apoio solicitado pela categoria. Mais surpreendente ainda foi a informação, divulgada agora pela FENAM, que o pedido de apoio da intermediação, por parte do ministro Carlos Eduardo Gabas, ocorreu no dia quatro de agosto.

Sendo assim, a ANMP questiona porque a entidade não procurou os representantes dos peritos médicos antes de fazer o anúncio forma de que “assumiria as negociações”? Por que a FENAM não encaminhou representante para acompanhar a Assembléia Geral Extraordinária da categoria, ocorrida dia 11 de agosto em Brasília, sete dias após o pedido do ministro.

Mais de 70 médicos peritos de todo o país estiveram reunidos, analisando a fundo a proposta do governo, em grande parte aceita pela categoria. Restaram alguns pontos de impasse que a categoria tentou solucionar com o governo, com a apresentação de uma contraproposta. Na verdade, esta contraproposta parece nem ter sido lida pelo ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, que não se dignou a respondê-la formalmente e acionou a FENAM para uma reunião na próxima semana para debater a greve da perícia.

Não foi por falta de comunicação entre a FENAM e a ANMP que este mal estar foi instalado dentro de toda a classe médica brasileira. O ministro da Previdência tentou deliberadamente utilizar a força e o prestigio da FENAM para desqualificar a ANMP. A postura do ministro é no mínimo reprovável, para não se dizer, imoral.

O que nos espanta é que, após a troca de ofícios (três da parte da ANMP – ofícios ANMP 092, 093 e 114 de 2010 – Ofícios 100, 113 e 129 de 2010 da FENAM) a entidade não tenha entendido e respeitado o papel da ANMP como representante dos peritos médicos previdenciários e tenha, de forma equivocada e induzida pelo governo, tentado usurpar os poderes de representantes de nossa categoria.

Em sua última nota a FENAM se apresenta como a entidade que tem “a exclusividade” de representar as questões médico sindicais. A ANMP não concorda com esta exclusividade e acredita que muito menos as dezenas de Sindicatos Médicos espalhados pelo país concordam com esta postura e aguaram o aval da FENAM para abrir negociações patronais e mais, para lutar por melhorias de condições para os seus representados.

Não acreditamos que todos as entidades de classe médica do país são obrigadas, devido a esta suposta “exclusividade”, a terem suas negociações intermediadas, ou melhor, assumidas pela FENAM.

Nossa legitimidade é outorgada pelos mais de 5.400 profissionais médicos que são nossos associados. Ela é reconhecida pelas principais instâncias judiciais do país, a saber: Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça e Tribunal Superior do Trabalho. Dentro do Executivo temos negociado diretamente, sem intermediações, com a Casa Civil da Presidência da República, Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e o próprio Ministério da Previdência. No Legislativo o apoio à nossa categoria é suprapartidário, e envolve parlamentares de todos os Estados, que reconhecem a importância de nossa luta.

Diante de tudo o que já foi exposto, queremos afirmar que nos surpreende acima de tudo a posição patronal adotada pelo Dr. Cid Carvalhaes, presidente do maior sindicato médico do Brasil (Sindicato dos Médicos de São Paulo), filiado à CUT e que sempre primou pela defesa dos interesses dos trabalhadores. Afirmar, sem ouvir à duas partes, que os médicos peritos da Previdência não cumprem sua jornada de trabalho e nos negar o direito de fazermos as seis horas corridas é uma atitude temerária para o representante de toda uma categoria.

A perícia não luta para receber mais e trabalhar menos. Ela luta por condições dignas de trabalho, por uma jornada de trabalho humana, de seis horas ininterruptas, que nos permitam o aperfeiçoamento técnico, o tempo de estudo e principalmente a execução das dezenas de outras atividades que nos são cobradas pela Previdência.

O presidente da FENAM não reconhecer nosso direito a uma jornada de trabalho digna é o mesmo que afirmar que a luta da CUT pela redução da jornada de trabalho semanal da maioria dos trabalhadores brasileiros é sem sentido, ou pior, é alegar que estes trabalhadores querem ganhar mais e fazer menos. Um prejulgamento destes não condiz com o cargo que o Dr. Cid Carvalhaes ocupa.

Diretoria da ANMP

Esclarecimentos da FENAM: INSS + FENAM versus ANMP


O presidente da Federação Nacional dos Médicos, Cid Carvalhaes, divulgou nesta sexta-feira, 13/08, um ofício para a diretoria da FENAM, os presidentes das Federações regionais e de todos os sindicatos médicos do país, através do qual esclarece os fatos relacionados à intermediação das negociações da greve dos médicos peritos do INSS.

A FENAM também enviou documento para o Conselho Federal de Medicina, esclarendo aspectos relacionados ao mesmo tema.

Leia abaixo a íntegra dos dois documentos:


Ofício 156/2010
Aos Diretores da FENAM, Presidentes das Federações Regionais Presidentes e Diretores de Sindicatos Médicos

Caros companheiros.

Tenho acompanhado com especial atenção as manifestações sobre a greve dos Peritos da Previdência Social. Agradeço a todos os que se manifestaram e, estejam certos, as contribuições são deveras valiosas.

O movimento dos Peritos da Previdência Social é antigo. No ano de 2003, foi efetivada negociação para estabelecimento da chamada "carreira de estado" do Perito Previdenciário, culminando com aprovação de projeto de Lei que criava tal carreira, com carga horária de 08 (oito) horas diárias, portanto, 40 (quarenta) horas semanais.

Segundo o Governo, em especial o INSS, a jornada de trabalho não vinha sendo respeitada, sendo, portanto, iniciada a aplicação do controle de presença por ponto eletrônico.

A partir desse fato, iniciou-se movimentação para compactação da jornada de trabalho em 06 (seis) horas diárias, 30 (trinta) horas semanais, sem prejuízo dos salários. Houve aprovação de projeto de Lei no Congresso Nacional, com posterior veto do Senhor Presidente da República, fato que desencadeou o movimento de paralisação dos Médicos Peritos, a partir do dia 22 de junho próximo passado.

Além da compactação da jornada de trabalho, existem outras reivindicações, justas e defensáveis, esbarrando em negociações com o Governo Federal.

Segundo a avaliação da Associação Nacional dos Médicos Peritos – ANMP, o Governo tem sido intransigente, fato negado pelo Governo, com alegações de que a associação não cumpre acordos estabelecidos entre as partes, dificultando, e até mesmo impossibilitando, entendimentos.

A FENAM foi procurada pela ANMP com solicitação de apoio, recebendo resposta afirmativa e, de fato, tal apoio foi concretizado com a moção aprovada no ENEM, com ampla concordância do movimento sindical.

Naquela oportunidade de encontro com a ANMP, dia 27 de julho de 2010, foi informado aos seus representantes que a FENAM desenvolveria todos os esforços para acolher necessidades de médicos seus representados.

Também foi inteirado aos Senhores representantes da ANMP de que a FENAM e os seus sindicatos filiados são os legítimos representantes sindicais dos médicos brasileiros e que cumpriríamos nossos deveres e obrigações com todo o esmero possível.

No dia 04 de agosto, fomos procurados, pela primeira vez, pelo Senhor Ministro da Previdência Social, Doutor Carlos Eduardo Gabas, oportunidade em que a FENAM expressou ao Senhor Ministro sua disponibilidade em intermediar negociações, ouvida, naturalmente, a categoria e todos os interessados no assunto em pauta, através dos sindicatos de base a ela filiados.

Não se concretizou nenhuma proposta, estabelecendo-se a necessidade de novos entendimentos a serem concretizados em audiência que está sendo agendada e será amplamente divulgada.

Segundo informações do Ministério da Previdência, existe posição intransigente da ANMP, fato negado pela associação, que, por sua vez, acusa as autoridades governamentais de forma veemente e contundente.

Fácil comprovar a existência de impasses. Quando a FENAM, por sua inquestionável legitimidade e exclusividade em representar interesses sindicais dos médicos brasileiros, é acionada, o mínimo que se espera é que se ouçam propostas, considerações, argumentos, encaminhamentos, enfim, que se ausculte as partes para tentar dirimir confrontos.

É o que está ocorrendo. Foi ouvida, com todo interesse e atenção a ANMP, através dos seus representantes. Obrigação irretorquível ouvir o Governo e suas eventuais propostas. Assim deverá se postar uma entidade da grandeza da FENAM.

Qualquer tentativa de distorcer a realidade dos fatos, dificultar ou impedir diálogos é postura retrógrada, atrasada, incompatível com posicionamentos democráticos, livres e conscientes. Significa miopia de observações, visão dos acontecimentos com utilização de binóculos invertidos e total cegueira política, capazes e suficientes para inviabilizar todo e qualquer entendimento.

Nunca será esta a postura da FENAM e de seus sindicatos. Saberemos conduzir os destinos dos médicos brasileiros com a devida e necessária isenção, porém, com posicionamento robusto para defesa, até mesmo intransigente, se necessário for, do interesse dos médicos brasileiros e de sólida política de saúde para o nosso povo sofrido.

Esses são os esclarecimentos iniciais imprescindíveis aos nossos entendimentos da situação ora existente. Agradeço a colaboração de todos os companheiros e conto com as devidas críticas e sugestões, que são sempre bem vindas e adequadas.

Até breve,

Cid Célio Jayme Carvalhaes
Presidente



Ofício 154 / 2010
Brasília, 13 de agosto de 2010
Ilustríssimo Senhor Doutor Roberto Luiz D’Avila
D.D. Presidente do Conselho Federal de Medicina – CFM – BRASÍLIA – DF -.

Senhor Presidente.

Renovando nossa admiração e respeito, solicito-lhe a atenção de transmitir aos Senhores Conselheiros Federais nossas considerações especiais.

Conforme entendimentos verbais por nós mantidos no dia de ontem, esclareço-lhe aspectos relacionados ao impasse ora existente entre o movimento reivindicatório dos Médicos Peritos do INSS – Instituto Nacional de Seguridade Social – e o Ministério da Previdência Social.

As justas reivindicações dos colegas Médicos Peritos têm encontrado dificuldades de tramitação junto aos órgãos governamentais por razões não muito bem esclarecidas, visto que, ambos as partes fazem acusações mútuas, algumas delas deveras causticas.

Como é amplamente conhecido foi decretada greve dos Médicos Peritos a partir do dia 22 de junho p.p., com acolhimento judicial, exigindo-se cumprimento de atendimentos de 50% (cinquenta por cento) das demandas periciais, o que, por informações também bilaterais vem sendo obedecido.

Diante do impasse ora existente fui contatado, via telefônica, pelo Senhor Ministro da Previdência Social – Doutor Carlos Eduardo Gabas, convidando a FENAM para estabelecer conversas objetivando possibilidades de intermediação do conflito a fim de alcançar solução definitiva, satisfazendo a ambos os lados, e dirimindo dificuldades de diálogos ora vigentes.

A FENAM, organização sindical de terceiro grau, legitima e legalmente constituída, representante maior e única dos interesses sindicais dos médicos brasileiros e, cingida por sólidas convicções democráticas norteadoras das suas ações, anuiu, de imediato ao convite do Senhor Ministro e está disposta a ouvir eventuais propostas originárias do Governo Federal para, posteriormente, exercitar os necessários e devidos encaminhamentos, auscultados, naturalmente os médicos peritos, através dos Sindicatos filiados se assim se afigurar, convergindo com todos os interessados para dirimir questões pendentes, por entender ser esta uma das funções precípuas da FENAM e dos seus Sindicatos filiados.

Foi divulgada a notícia do convite formulado pelo Senhor Ministro da Previdência Social, consequência natural das atividades sindicais, provocando reações deveras precipitadas e incompreensíveis de alguns segmentos e pessoas, sem sequer se informarem, detalhadamente, sobre a real situação atual.

A título de esclarecimentos, no dia 27 de julho p.p., a FENAM, através desta Presidência e da sua Secretaria Geral teve o prazer de receber, em sua sede, representantes da Associação Nacional dos Médicos Peritos - presidente e vice-presidente, oportunidade em que foi solicitada por ambos a prestar solidariedade aos Médicos Peritos sendo-lhes informado que assim agiria.

Também foram informados de que a FENAM não se negaria, em nenhuma oportunidade, a manter conversações com quem quer que fosse objetivando obter esclarecimentos amplos e assumindo posturas claras, democráticas e abertas para atender interesses deste segmento do conjunto dos médicos, como o faz em circunstâncias semelhantes havendo envolvimento de médicos.

No nosso entendimento, qualquer tentativa de dificultar ou mesmo impedir diálogos é postura incompreensível em um estado democrático de direito, alheia aos preceitos da justiça, democracia e clareza.

Jamais vamos defender intransigências advindas de onde advierem por compreendermos serem tais posturas atrasadas e impeditivas de avanços imprescindíveis ao fortalecimento das políticas médicas e de saúde para o Brasil.

Atenciosamente.

Dr. Cid Célio Jayme Carvalhaes
Presidente

Fonte : Imprensa FENAM

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

ANMP repudia ações do Ministério da Previdência que tentam desqualificar a perícia previdenciária

Em uma atitude que demonstra a sua total falta de disposição para o diálogo com a perícia médica previdenciária, e em uma tentativa clara de desmoralização da categoria e de sua entidade representativa, a ANMP (Associação Nacional dos Médicos Peritos), o ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas adotou duas atitudes que podem agravar a situação da categoria com a Casa. A primeira foi dar, via imprensa, uma resposta formal à contraproposta apresentada pela perícia médica à proposta do INSS para o fim da greve. Vale ressaltar que vários pontos da proposta do governo foram considerados importantes e relevantes, tendo sido aceitos pela categoria, enquanto que outros, como o atendimento total da demanda, foram considerados no mínimo imorais e ilegais.

A outra atitude do ministro Gabas, que pegou de surpresa toda a perícia médica, foi o convite para que a FENAM (Federação Nacional dos Médicos) assuma a intermediação das negociações entre a categoria e o governo. A Diretoria lembra que o convite foi feito enquanto os delegados da ANMP, única e legítima representante da perícia, estavam reunidos debatendo a proposta do governo.

A atitude do ministro Gabas corrobora o fato de que o próprio governo sabe que suas propostas são insuficientes para atender aos anseios da perícia médica e pior, que a categoria está mobilizada e o movimento é forte. A procura por uma outra entidade, não para intermediação, mas para intervenção no movimento grevista da perícia, demonstra a força da categoria e o desespero do governo.

De sua parte a ANMP procurou na manhã desta quinta-feira, 12 de agosto, o presidente da FENAM, Cid Carvalhaes, para conversar sobre a suposta “intermediação”, que não contou com o aval da categoria. A Diretoria da ANMP lembrou ao presidente da FENAM que intermediar significa ouvir as duas partes e ter a representatividade legítima para falar como interlocutora em ambos os lados. Esta interlocução não foi pedida pela ANMP, muito menos proposta pela FENAM para a categoria. Ela veio unilateralmente por parte do Ministério da Previdência.

A ANMP vê com muita preocupação a decisão do Ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, de tentar fazer uma entidade médica se colocar contra os anseios e interesses de uma categoria médica legitimamente representada, que já conta com o apoio formal de várias entidades de classe, em destaque o Conselho Federal de Medicina, que aprovou em sua plenária, instância maior do Conselho, uma moção de apoio ético à greve da perícia.

Além do CFM, o Conselho Regional de Medicina de Goiás e o Sindicato Médico de Goiás publicaram nota na imprensa dando apoio ao movimento da perícia, sendo seguidos pelo Sindicato dos Médicos de Campina Grande (PB), Associação Médica do Rio Grande do Sul e CRM do Espírito Santo, no apoio público via imprensa. Apoio formal, via moção também foi dado pelos Conselhos Regionais de Medicina do Rio Grande do Sul, Paraíba, Rondônia e Rio de Janeiro.

Preocupada com uma possível intervenção da FENAM de forma contrária aos interesses da perícia médica, a ANMP já oficiou a sua preocupação solicitando um posicionamento formal do Conselho Federal de Medicina, além de encaminhar ofício à Diretoria da FENAM, solicitando que a entidade reconsidere sua posição. Novo ofício ao ministro Gabas, solicitando pela décima vez uma audiência, além de repudiar as duas atitudes já citadas, também foi protocolizado pela ANMP.

Diretoria da ANMP


Greve: FENAM vai intermediar negociações entre governo e médicos peritos do INSS


A Federação Nacional dos Médicos vai assumir as negociações entre os médicos peritos e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A solicitação foi feita pelo Ministério da Previdência Social ao presidente da FENAM, Cid Carvalhaes, que ainda esta semana deve se reunir em Brasília com o ministro Carlos Eduardo Gabas, a fim de dar início à intermediação, que visa encontrar uma solução para acabar com a greve da categoria, deflagrada no dia 22 de junho.

O atendimento aos segurados vem sendo feito parcialmente, por decisão da Justiça, que considerou a greve legal, mas determinou que 50% dos médicos, ou seja, 1.850 em todo país, não interrompessem o atendimento nas agências.

Cid Carvalhaes disse que a FENAM vai trabalhar no sentido de que as duas partes cheguem a um consenso o mais breve possível, a fim que os médicos possam retomar o trabalho, cuja greve faz com que mais de 300 mil novos pedidos de auxílio doença fiquem parados.

Os médicos peritos do INSS lutam por melhores condições de trabalho e de atendimento aos segurados. Entre as principais reivindicações da categoria estão a regulamentação das duas horas de atividades diárias, além das seis horas ininterruptas de atendimento nas agências, e mais segurança nos postos, já que não são raros os casos de médicos que sofrem ataques e ameaças por parte de segurados nos seus locais de trabalho. O INSS quer definir o número de atendimentos, propondo 24 perícias diárias por médico. Esta semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os peritos do INSS têm autonomia para realizar seu trabalho e definir tempo de avaliação dos candidatos ao auxílio doença.

Fonte : Denise Teixeira/FENAM

Corpo de diretor do HUJM será enterrado em Rondonópolis

De Rondonópolis - Dayane Pozzer


Vítima de um acidente automobilístico na noite desta terça-feira (10) na Serra de São Vicente (rodovia BR 364), Nilson Gomes Bento, de 48 anos, diretor-clínico do Hospital Universitário Júlio Müller, de Cuiabá, está sendo velado no Cemitério Vila Aurora, em Rondonópolis, onde será sepultado às 18h.

O acidente aconteceu por volta das 18h no quilômetro 330. Uma Scânia que seguia para Sinop bateu de frente com a EcoSport, conduzida pelo médico, que se dirigia a Rondonópolis. Viajava com Nilson sua irmã, Nilda Gomes Bento, de 50 anos.

Ela foi encaminhada para um hospital de Campo Verde e nesta tarde seria transferida para o Hospital São Mateus, em Cuiabá. A irmã de Nilson sofreu fraturas na bacia e costela, mas seu estado é estável, segundo informou os familiares presentes no velório nesta tarde.

Nilson faleceu na hora vítima de traumatismo craniano. Seu corpo foi encaminhado para Campo Verde e, em seguida, para o Instituto Médico Legal (IML) de Cuiabá. Na manhã desta quarta-feira foi trazido de avião para Rondonópolis.

Um caminhão Mercedes Benz que seguia atrás da Scânia não conseguiu frear e bateu na traseira do veículo. Os motoristas das duas carretas não sofreram nenhum ferimento. De acordo com Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente aconteceu por falta de atenção do condutor da Scânia.

História de muito trabalho

Médico há 20 anos, formado em Belém (PA), especialista em proctologia e terapia intensiva, que atua em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Nilson formou-se também em Direito há nove anos. Além de diretor-clínico do Júlio Müller, atuava como médico intensivista na unidade.

Conhecido pelo dinamismo e competência, o profissional também era ligado ao Sindicato dos Servidores da Saúde, de quem recebia apoio. “Uma pessoa alegre e ponderada”, lembrou o amigo e colega de trabalho Elias Nogueira, diretor-superintendente do Júlio Müller.

Em Rondonópolis, Nilson trabalhou no Hospital Regional Irmã Elza Giovanella. Há cerca de 14 anos residindo em Cuiabá com a família, atuou nos hospitais Santa Helena, São Mateus e São Tomé, além do Pronto Socorro Municipal.

Elias Nogueira relembrou ainda que o colega foi contratado pelo Júlio Müller há 10 anos, quando o hospital inaugurou a Unidade de Terapia Intensiva, da qual o médico intensivista se tornou diretor. Nilson havia tomado posse como diretor-clínico do hospital no dia 1º de junho deste ano. “Ele vai nos fazer muita falta”, externou.

O médico era casado e deixa três filhas, de dez, sete e quatro meses de idade. Os pais de Nilson, um irmão, cunhada e sobrinhos residem em Rondonópolis. Ele também tem uma irmã em Caldas Novas (GO) e outra em Cuiabá. O médico retornaria nesta quarta-feira para Cuiabá, pois tinha uma reunião às 10h com o secretário-adjunto de Saúde do Estado e à tarde reunião com o grupo da UTI no Hospital Júlio Müller.


terça-feira, 10 de agosto de 2010

Mudança nos planos de saúde afeta beneficiários


Cintia Végas

O novo rol de procedimentos e eventos em saúde, anunciado no último mês de junho pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), deve gerar impactos financeiros às empresas que concedem plano de saúde a seus colaboradores.

Dia 04.08, em Curitiba, o assunto foi debatido por profissionais da Aon Consulting, unidade da empresa Aon Service Corporation, especializadas na consultoria e administração de programas de benefícios corporativos.

Atualmente, no Brasil, cerca de 36 milhões de pessoas são usuárias de planos coletivos de saúde. Com as mudanças determinadas pela ANS, elas passam a ter acesso a um número maior de procedimentos médicos e odontológicos.

“Obrigatoriamente, a cobertura dos planos oferecidos pelas empresas aumenta, beneficiando funcionários e dependentes”, comenta o diretor da Aon, Humberto Torloni Filho.

“As operadoras vão reajustar seus valores no momento da renovação de seus contratos e as empresas vão ter que se preparar para isso, tomando alguns cuidados para não deixar seus colaboradores e dependentes desassistidos”, diz o vice-presidente da Aon, Marcelo Munerato Almeida.

Os valores do reajuste, segundo Marcelo, não podem ser estimados. Eles vão variar de acordo com a operadora de saúde contratada, a quantidade de funcionários de cada empresa e a idade dos mesmos. Entretanto, os cuidados que as corporações devem tomar são os mesmos, sejam elas grandes ou pequenas.

“Para evitar surpresas desagradáveis, cada empresa deve realizar um estudo prévio para saber os impactos das mudanças em seus contratos. Devem conhecer a realidade de seus planos, obter informações junto às operadoras sobre as mudanças e mesmo solicitar consultoria especializada”, afirma Marcelo.

A previsão é de que, para as empresas maiores, os principais desafios sejam relativos à comunicação com planos e colaboradores. Já entre as empresas menores, os desafios orçamentários devem ser mais visíveis, sendo que muitas podem precisar inclusive aumentar os valores de contribuição de seus colaboradores.

O novo rol de procedimentos e eventos em saúde amplia a cobertura mínima obrigatória para os beneficiários de planos de saúde e passa a listar, de uma só vez, tanto os procedimentos médicos quanto os odontológicos.

Entre as alterações, destacam-se a inclusão de cobertura obrigatória para diversas cirurgias torácicas realizadas por vídeo; novas tecnologias, como implante de marcapasso multi-sítio e pet-scan oncológico; transplante alogênico de medula óssea; número maior de sessões de fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e nutricionista para determinadas patologias; e coroa unitária e bloco, no caso de segmentação odontológica.

Em 2009, de acordo com informações divulgadas pela Aon, foram gastos R$ 62 bilhões com planos de saúde. Em todo Brasil, são 42.850.000 vidas cobertas (36 milhões por planos corporativos e o restante por planos individuais), sendo 2,2 milhões no Paraná.

Fonte: Paraná-online


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Representação no Parlasul rejeita admissão automática de diplomas


A relatora, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), defendeu a rejeição da matéria. Segundo ela, a proposta extrapola os limites de acordo assinado pelos países do Mercosul em 1999.

A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) rejeitou nesta quarta-feira, 4, o Projeto de Lei 4872/09, da deputada Eliene Lima (PP-MT), que estabelece a admissão automática dos diplomas - de graduação, especialização, mestrado e doutorado - dos países do bloco para a contratação de professores e para concursos públicos.

A relatora, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), defendeu a rejeição da matéria. Segundo ela, a proposta extrapola os limites de acordo assinado pelos países do Mercosul em 1999.

Esse acordo restringe o reconhecimento automático de diplomas ao exercício de atividades de ensino e pesquisa nas instituições educacionais dos Estados signatários.

"O governo brasileiro não pode, de forma unilateral, ampliar as condições que foram definidas no acordo", sustentou a parlamentar.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

domingo, 8 de agosto de 2010

RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE, direitos e deveres.

- O Estado de S.Paulo, 07.08.2010.

Sou médica há 25 anos e, em julho, fui obrigada a dispensar uma paciente prepotente, que se gabava de ter curso superior de Direito e que exigia um atendimento médico diferente do praticado por mim. Nós, profissionais, ficamos cada vez mais acuados e somos ameaçados pela frase: "O CRM (Conselho Regional de Medicina) saberá disso." Disso o quê? Que me recusei a fazer um atendimento que não daria a menor condição de criar um vínculo saudável? Onde é que está a tão antiga relação médico-paciente? Será que se tornou uma relação de compra e venda ditada pelo Código de Defesa do Consumidor?

SYMARA DE ANGELIS TRIVELLATO / SÃO PAULO

O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) informa que recebe denúncias relacionadas ao exercício da Medicina, apura os fatos e julga os profissionais médicos.

Sobre a relação médico-paciente, o Novo Código de Ética Médica prevê, de acordo com o disposto no inciso XIX, Princípios Fundamentais: "O médico se responsabilizará, em caráter pessoal e nunca presumido, pelos seus atos profissionais, resultantes de relação particular de confiança e executados com diligência, competência e prudência" e que "a natureza personalíssima da atuação profissional do médico não caracteriza relação de consumo" (inciso XX).

Acrescenta que "o médico exercerá sua profissão com autonomia, não sendo obrigado a prestar serviços que contrariem os ditames de sua consciência ou a quem não deseje, excetuadas as situações de ausência de outro médico, em caso de urgência ou emergência, ou quando sua recusa possa trazer danos à saúde do paciente" (inciso VII).

Portanto, explica, considerando a busca do melhor relacionamento entre médico e paciente, essa relação deve ser baseada estritamente em uma relação de confiança.

Fonte: Coluna SP Reclama.


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

CFM avalia pareceres técnicos referentes a projetos de lei


Os integrantes da Comissão de Assuntos Políticos (CAP) reuniram-se em Brasília nesta quarta-feira, dia 4 de agosto, na sede do Conselho Federal de Medicina (CFM), em Brasília (DF). Apesar de não terem sido analisados novos projetos de lei, o encontro serviu para que o coordenador do grupo, Alceu Pimentel, apresentasse alguns dos pareceres solicitados em outras reuniões.

Jurandir Marcondes (AMB), José Erivalder Guimarães (FENAM) e Alceu Pimentel (CFM) leram os pareceres elaborados respectivamente por cada entidade a respeito dos projetos de lei 7200/10, 7206/10, 7207/10, 7209/10, 7212/10, 7218/10 e 7220/10. A CAP decidiu enviar todo o material para subsidiar a avaliação que será feita pela a Câmara Técnica de Perícias Médicas do CFM.

A respeito do PL 6363/09, que inclui o ensino obrigatório de Geriatria nos cursos de Medicina, com carga horária não inferior a 120 horas, Dalvélio Madruga (CFM) apresentou o parecer elaborado pelo Setor Jurídico da entidade. O texto será enviado ao relator do PL.

Foi lida ainda a avaliação técnica redigida pelo coordenador da Câmara Técnica de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Abdon Murad, referente ao PLS 82/10, que regulamenta o tratamento cirúrgico da obesidade.

O coordenador do grupo apresentou também a análise feita pelo conselheiro Antonio Pinheiro, coordenador da Câmara Técnica de Cirurgia Plástica do CFM, em relação ao PL 7096/10, que cria a obrigatoriedade da manutenção de UTI e Banco de Sangue em clínica médicas para realização de cirurgias de lipoaspiração.

Ao final, Jurandir Marcondes e Alceu Pimentel leram os pareceres elaborados pelas respectivas assessorias jurídicas a respeito da cobrança de direitos autorais nos consultórios médicos.

Estiveram presentes ainda: José Luiz Mestrinho, Lázaro Miranda (AMB); Jeancarlo Cavalcante, Wirlande Luz, José Antonio Ribeiro (CFM); Márcio Bichara, Eduardo Santana (Fenam) e Napoleão Puente de Salles, assessor parlamentar AMB/CFM.


Fonte: AMB

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Manifesto médico pede apoio dos presidenciáveis para carreira estadual


Medida deve melhorar acesso à saúde em regiões remotas.

A AMB (Associação Médica Brasileira) e o CFM (Conselho Federal de Medicina) divulgaram nesta segunda-feira (20) a Carta de Brasília, que, pede aos candidatos à Presidência que apoiem uma carreira de Estado para profissionais, prevista na Proposta de Emenda à Constituição nº 454, que tramita no Congresso Nacional, entre outras reivindicações. O documento foi encaminhado aos presidenciáveis e aos Três Poderes.

A proposta de criação do que foi chamado de Carreira de Estado Médico refere-se a criação de políticas que ajudem médicos a fazerem carreira em cidades pequenas, longe da necessidade de se manterem nos grandes centros. A medida tem também como objetivo melhorar o acesso da população aos serviços médicos, especialmente no interior e em zonas urbanas de difícil acesso.

Um dos trechos diz:

- No Brasil, não há falta de médicos, mas concentração de profissionais pela ausência de políticas, como esta, que estimulem a fixação nos vazios assistenciais, garantindo a equidade no cuidado de Norte a Sul.

A carta também pede a aprovação imediata da regulamentação da Emenda Constitucional 29, que vincula recursos nas três esferas de gestão e define o que são gastos em saúde.

Os médicos pedem também mais investimentos no sistema público afim de terminar com o sistema de longas filas e atendimentos precários.

Fonte: noticias.r7.com

domingo, 1 de agosto de 2010

O Juramento de Hipócrates


O juramento de Hipócrates é uma declaração solene tradicionalmente feita por médicos por ocasião de sua formatura. Acredita-se que o texto é de autoria de Hipócrates ou de um de seus discípulos.

"Eu juro, por Apolo, médico, por Esculápio, Higéia e Panacéia, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes.

Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva.

Conservarei imaculada minha vida e minha arte.

Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam.

Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados.

Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto.

Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça."

Hipócrates

O Juramento de Hipócrates foi atualizado em 1948 pela Declaração de Genebra, a qual vem sendo utilizada em vários países por se mostrar social e cientificamente mais próxima da atual realidade.